Embrapa lança tecnologia com feromônios para controlar populações de percevejos em lavouras de soja

A Embrapa está lançando uma tecnologia inovadora para o controle biológico de percevejos-praga da soja. Trata-se da utilização de feromônios em armadilhas para monitorar e controlar populações de percevejos-praga em lavouras de soja. É uma tecnologia racional e sadia que pretende reduzir o uso de produtos químicos nas lavouras brasileiras sem perder o foco no aumento da produtividade agrícola.

Os feromônios são substâncias químicas de cheiro peculiar, presentes em cada espécie, que atuam como meios de comunicação. Na natureza, os insetos utilizam os feromônios para acasalar, demarcar território, detectar alimentos e avisar para os outros insetos sobre a presença de predadores. Na pesquinsa, os cientistas reproduzem, em laboratório, as condições observadas na natureza para monitorar o comportamento dos insetos-praga e interromper a sua reprodução. Os feromônios são extraídos, em laboratório, e colocados em armadilhas para monitorar e controlar os insetos nas lavouras.

No momento, os estudos estão direcionados para os percevejos que atacam lavouras de soja, principalmente o percevejo marrom, que é uma das piores ameaças a essa cultura no Brasil. Ele se alimenta diretamente nos grãos, causando sérios prejuízos no rendimento e na qualidade das sementes, como baixo vigor e menor teor de óleo.

Hoje a tecnologia existente para monitoramento e identificação da presença de percevejos nas lavouras de soja é a de pano de batida, que além de exigir mão-de-obra qualificada, demanda tempo dos técnicos envolvidos no monitoramento e, por isso, não é muito utilizada pelos produtores, especialmente em plantios extensivos. O controle dos percevejos tem se baseado em calendários de aplicações baseados na fenologia das plantas com intervenções pouco criteriosas, que não levam em conta a dinâmica dos percevejos no campo.

As armadilhas desenvolvidas a partir de feromônios facilitam o monitoramento dos percevejos nas lavouras de soja, pois as capturas são especificas à praga-alvo, exigindo somente que o produtor conte o número de insetos.

O que se espera no futuro é que o produtor espalhe as armadilhas na área cultivada e faça inspeções semanais em busca de percevejos. Sempre que o número de insetos alcançar uma quantidade pré-determinada, a aplicação de inseticida será recomendada, aumentando a efetividade do controle, e o mais importante: diminuindo o número de aplicações de pesticidas, o que protege o bolso do agricultor e o meio ambiente – afirmam os pesquisadores da Embrapa

fonte:Blog Coisas do Campo

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