Invasão de ratos no Rio

O novo prédio do fórum de Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, foi interditado por causa de uma infestação de ratos. O local, inaugurado em 18 de dezembro, ficou fechado entre a última quarta-feira (16) e terça (22) para limpeza, sendo reaberto na manhã desta quarta (23). Segundo funcionários, os roedores estavam comendo processos, urinando e defecando nos papéis e até invadindo salas de audiência.

Por conta da interdição, quatro varas de Família e uma Cível ficaram sem funcionar. Os processos das outras varas da comarca tramitaram normalmente no antigo prédio, já que a transferência de todas as varas para o prédio recém-inaugurado ainda não foi concluída.

De acordo com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), no dia 12 de janeiro o problema já havia sido detectado e o prédio passou por uma desratização, porém a medida não surtiu efeito. A juíza Ana Luíza Menezes de Abreu, titular da 2ª Vara de Família, afirmou que não poderia assegurar a integridade da saúde de todos os funcionários que manuseiam os processos.

Segundo uma funcionária, que preferiu não se identificar, a situação era precária. Até uma audiência chegou a ser paralisada após um rato invadir a sala. Ela ainda afirmou que a direção da OAB enviou e-mails alertando os advogados a trabalharem no local com luvas, evitando a contaminação.

— Isso é inaceitável! O prédio é lindo por fora, mas está cheio de ratos. Recebemos até um e-mail orientando que trabalhássemos com luvas. A grande preocupação era que algum funcionário pegasse alguma doença. Já encontramos até urina e fezes dentro dos processos, além de papéis roídos.

A ordem para interdição e limpeza do prédio foi dada pelo próprio presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário marcou reunião e vistoria para a manhã desta quarta. Segundo José Carlos Arruda, um dos diretores do sindicato, caso o prédio não esteja em perfeitas condições será solicitada uma nova interdição.

— Faremos reunião com todos os funcionários do prédio e com a empresa que fez a nova desratização. Ao mesmo tempo em que o local não pode ficar fechado devido aos prazos e ações em andamentos, não podemos permitir que os funcionários e usuários corram riscos. Caso encontremos algum problema vamos pedir que o local seja fechado novamente.

A doença mais grave transmitida pela urina do rato é a leptospirose, que causa febre, calafrios, conjuntivite, dor nos músculos e na garganta, entre outros sintomas, podendo matar. Em novembro de 2012, funcionários do Hospital do Fundão, na zona norte da cidade, fizeram denúncia semelhante: a unidade estaria infestada por roedores. A direção negou o problema e informou que eram praticadas todas as ações de prevenção.

Fonte: R7


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